segunda-feira, 29 de novembro de 2010

É difícil inovar no setor público?


Em entrevista ao site www.revista.fundap.sp.gov.br, sobre o tema da inovação no setor público, Carlos Henrique de Brito Cruz, engenheiro eletrônico formado pelo ITA, com mestrado e doutorado pelo instituto de Física da Unicamp, reitor da Unicamp desde 2002 e presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) de 1996 a 2000, disse acreditar que no setor público seja possível inovar tanto quanto em qualquer outro setor. A dificuldade não é maior do que a enfrentada por grandes empresas, que têm uma inércia grande também. Segundo ele, talvez o que motive esse pensamento sobre o setor público – sobre a ausência de inovação – seja a "má fama" que ele adquiriu injustamente. As pessoas tendem a associar organizações públicas a imobilismo. A reclamação muitas vezes é legítima, mas a má fama é indevida e prejudicial. Há muitas organizações públicas que funcionam bem no país.

Brito Cruz admite que de fato, com freqüência, ocorre de os gestores públicos não estarem preparados ou não demonstrarem suficiente interesse em desempenhar excepcionalmente bem seu papel, em contribuir para o cumprimento da missão da organização. E isso pode estar relacionado à dificuldade que há no setor público para recompensar o trabalho mais bem feito. No entanto, mesmo com essas dificuldades, ele acha que quando o gestor público quer de fato inovar, quando se dispõe a usar sua capacidade intelectual para isso, congregando a capacidade intelectual de outras pessoas, podem-se obter bons resultados.

Ele finaliza falando que a liderança é muito importante. O gestor deve ser qualificado, sem dúvida. Passar por treinamentos, especializar-se. Mas é necessário que ele estimule o surgimento de novas idéias, que discuta internamente formas mais eficazes de atuação. Empresas de pesquisa têm em geral um departamento de pesquisa e desenvolvimento, encarregado de pensar coisas novas. As organizações públicas precisam encontrar formas de gerar e disseminar o conhecimento necessário para funcionarem melhor.

Fonte: www.revista.fundap.sp.gov.br

Apresentação


Baseados numa proposta de caráter interdisciplinar e tendo por referência o âmbito da Educação e das Ciências Sociais, o GrupCRIE se define como um campo de investigação científica que visa a formação e produção do conhecimento científico que, por sua vez, fornecerá recursos teórico-metodológicos relevantes para a compreensão da realidade social e educacional. Nessa perspectiva, propõe-se chamar a atenção para um diálogo no âmbito das ciências sociais e da educação, objetivando fornecer uma visão de conjunto dos vários acontecimentos da vida social, política, educacional, da economia com experiências que enriqueçam os estudos e pesquisas.

O GrupCRIE promove diálogo sobre os assuntos relacionados à criatividade a inovação e a educação nas organizações. Trabalha os desafios da criatividade e da inovação em estruturas organizacionais. Discute também sobre a criação de ambientes organizacionais propícios ao surgimento da criatividade e da inovação e da possibilidade da inovação se transformar em diferenciais competitivos.

Procura também, investigar as inovações e mudanças que vêm sendo estudadas e propostas para a educação e formação de educadores, partindo das novas modalidades de educadores exigidas pela sociedade atual e de paradigmas curriculares alternativos em ação o mecanismo, com vistas a instrumentalizá-lo para a demanda no serviço público.